segunda-feira, 26 de março de 2012

REMORSO














REMORSO

Eu tenho tantas coisas pra dizer...

Falar dessa saudade que me mata.

Das coisas que fiz, mesmo sem querer,

E hoje o remorso me maltrata...

Tive que partir, mas querendo ficar,

E fui em frente com o meu castigo...

Levando comigo o seu triste olhar,

Desesperada pra seguir comigo...

Eu não conheço uma dor maior,

Que me açoitou durante a minha vida.

A distância ainda não foi o pior...

Perdi o amor de uma filha querida.

Estou chegando ao fim do meu caminho...

Meu bom Jesus venha cá! De-me sua mão!

Por favor! Devolva o meu carinho,

Pois não vou morrer em paz sem seu perdão...

segunda-feira, 12 de março de 2012

DEPRESSÃO PROFUNDA


















DEPRESSÃO PROFUNDA

Comecei a me sentir indiferente

Para as coisas que sempre mais amei.

Por mais que eu faça nada é suficiente,

Eu já não sonho mais como sonhei...

Eu tenho medo de pegar no sono,

Porque os pesadelos me atormentam...

Meu coração que sofre de abandono,

Pressionam meus vasos que ainda agüentam...

Eu sinto uma tristeza que é tão grande,

Que não tenho palavras pra explicar...

Meu corpo sofre tanto e a dor se expande;

Minhas pernas pesam muito para andar.

A minha voz que antes era bela,

Morreu e minha garganta atrofiou...

Contemplo o meu retrato numa tela:

Lembrança do tempo bom que se acabou ...

domingo, 8 de janeiro de 2012

DESPERDÍCIO

















DESPERDÍCIO

Eu não sei cuidar da minha vida.
Quizera ser normal como os demais...
Desde que nasci fui protegida,
Sempre representada por meus pais.
E assim me tornei tão dependente;
Preciso ter alguém pra me amparar...
Apesar de tudo estou contente,
Mas nada de bonito pra contar...
Viver só, eu sei que não consigo;
Alguém tem que me ouvir, compartilhar...
Ser meu companheiro, meu amigo,
Dizer palavras doces, me amar...
Valeria ser inteligente,
Se a vida me obrigasse a trabalhar?
Mesmo que eu ficasse pra semente,
Talvez não conseguisse germinar...

sábado, 3 de dezembro de 2011

TOCANDO A VIDA


























TOCANDO A VIDA

Eu sei que nesse mundo,

Pra nós, tudo se finda;

Mas assim mesmo eu sonho,

Porque estou viva ainda...

Enquanto eu tiver forças

Eu trilho meus caminhos,

Pisando em relvas frescas,

Ou mesmo em espinhos.

Eu também me deprimo

Porque não sou de ferro;

Sempre querendo acertar,

Muitas vezes eu erro.

Agüento as conseqüências,

Não entro em desatino,

Nem me revolto com Deus;

Foi esse o meu destino...

Os anos que se foram,

Sem que eu me desse conta,

Não me desanimaram,

Apenas fiquei tonta...

Minha vida caminha

Quase a perder de vista...

Mas eu não perco a mania

De querer ser artista...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TEU GRITO...






















TEU GRITO...

Saudade, resgate de uma vida,

Que eu tive que deixar no passado.

Um grito de amor na despedida

Persegue o meu viver torturado.

Remorso que aniquila uma pessoa

Que luta pra não ver morrer a chama...

O perdão que desejo não perdoa...

... E não perdoa, porque me ama...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

NÃO ME DEIXE...























NÃO ME DEIXE...

Volte pra mim, meu amor!

Estou morrendo de vontade de te ver...

Volte pra mim, por favor!

Estou errada, mas não quero te perder.

Tente entender meu coração,

Se errei, peço perdão,

Mas não me negue teu carinho.

Senti ciúme sem razão,

Foi apenas uma reação,

Mas meu amor não é mesquinho...

Se ainda me quiseres,

Serei a mais feliz das mulheres,

Serei tua súdita e não rainha...

Prometo não ter mais ciúme,

Não ouvirás nenhum queixume,

Mas não me deixe mais sozinha...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CURTURA É CURTURA...



















CURTURA É CURTURA...

Não tenho medo di nada,
Sô homi de saco roxo;
Infrento inté a puliça,
Não corro, porque sô coxo...

Pra intrá no sumitério,
Eu inté arrisco um ôio...
Não corro di arma penada,
Mai... si arguém gritá, eu incôio...

Sei mexê com celulari
Das marca: Vivo, Claro e Tim.
Eu não sô inguinorante,
Pode crê... Eu si fiz por mim...

Mamo no peito das vaca,
Seje das raça que elas fô...
Nega, branca ou malhadinha,
Vão dá leite aqui pro dotô...

Hoje eu saí pro armoço
E a bóia não me caíu bem...
Sintia meu gaiz inscapá,
Atráis do nariz de quem tem...

Si arguém discunfiava de eu,
Eu butava as barba de môio...
Carqué cheirim eu curpava,
O fejão, linguiça e repôio...